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Críticas

Crítica – Planeta dos Macacos: A Origem


Chega finalmente aos cinemas o prelúdio, que irá fazer a ligação da já conhecida saga, com “Planeta dos Macacos: A Origem”. contando a trágica história de como os macacos tomaram o poder, que é dirigido pelo novato Rupert Wyatt.

 “Planeta dos Macacos: A Origem” mostra que a arrogância do Homem deflagra uma cadeia de acontecimentos que leva os símios a ter um outro tipo de inteligência e a desafiar nosso posto de espécie dominante no planeta. César é o primeiro símio a demonstrar incrível habilidade de aprendizagem, graças ao Dr. Will Rodman (James Franco), um cientista que tenta desenvolver uma cura para a doença de Alzheimer, usando os macacos como peças chave para essa descoberta, sem saber que isso pode desencadear o começo do fim da espécie humana.

Rupert Wyatt, novato na direção, surpreende. Aliado a um forte argumento e um roteiro muito bem escrito (Amanda Silver e Rick Jaffa), “Planeta dos Macacos: A Origem”, nos contempla com um dilema: os seres humanos, são capazes mesmo de fazer tal façanha? Acreditem, após assistir a esse filme, caro leitor, acreditaremos que sim. O longa trabalha não tão somente na ficção da história em si, mas prevalece a todo tempo essa questão, que mesmo com as boas intenções do Dr Will Rodman, não depende tão somente dele as atitudes e direções que nós ser humanos tomamos.

No desenrolar da trama, o roteiro e os atores crescem demais, e a veracidade e fatos que são apresentados no filme nos fazem debater: será mesmo isso uma ficção ou é o retrato do que o ser humano pode ser capaz? Aliado a ótimos  efeitos especiais, criados pela Weta Digital, que trazem uma nova tecnologia para captação de movimentos portátil, não se prendendo tão somente aos estúdios e podendo captar as cenas em qualquer lugar. Além disso, as expressões – essas contribuidas pelo ator perfomático Andy Serkis (Gollum de Senhor dos Anéis e King Kong) -, dão a veracidade as mudanças que César toma no desenrolar da história, dando a enfâse de ser um filme a ser visto pela ótica do Símio, e como essas mudanças serão fudamentais na trama.

Outro ponto positivo são os atores, que contribuem perfeitamente as fases e mudanças enfrentadas pelo Símio César, desde a convivência com Will Rodman e seu pai Charles Rodman (John Lithgow), até o tempo em que precisa passar com Dodge (Tom Felton), a personificação da maldade humana. Aliás essa personificação do mal, também pode ser jogada na figura da empresa farmacêutica Gen-Sys, que luta a tal ponto pela ganância, que não mede esforços para tal alcançar seus objetivos.

Ademais, o filme a todo tempo lida com a superação da espécie e o que a natureza pode fazer quando o homem quer ou tenta ultrapassar os seus limites, nos remetendo ao antigo questionamento: a ciência deve ter limites? Ou até onde esses limites se aplicam quando envolvem outras especies de seres vivos?

A boa trilha sonora, que é muito bem utilizada para se prender a atenção do espectador, e esta a cargo de Patrick Doyle (Thor e Eragon).

É um filme primoroso e ao final da exibição, colocando na balança que o carinho e cuidado que tomaram nesse prelúdio, observa-se que a produção consegue dar o tom exato que o vincula ao clássico Planeta dos Macacos de 68, ou até mesmo a refilmagem de Tim Burton. Agora só basta você aos cinemas e assistir a esse excelente trabalho.

Avaliação Desp: Muito Confortável

Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes)
EUA, 2011 – 105 min.
Dirigido por Rupert Wyatt
James Franco, John Lithgow, Freida Pinto, Brian Cox, Tom Felton, Andy Serkis

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