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Críticas

Crítica – Amor A Toda Prova

Após a ótima repercussão de seu último filme, “O Golpista do Ano”, os diretores Glenn Ficara e John Requa chegam com o seu mais novo trabalho, “Amor A Toda Prova”.

Cal Weaver (Steve Carell) tem quarenta e poucos anos e uma vida perfeita – um bom emprego, uma casa legal, filhos ideais e um casamento com sua namorada do colégio. Mas quando Cal descobre que sua esposa Emily (Julianne Moore) o está traindo e quer o divórcio, sua vida “perfeita” desaba rapidamente. E para piorar, há décadas que Cal não tem um encontro amoroso e ele é justamente a definição de alguém sem charme. Para solucionar o problema, ele conta com a ajuda de um desconhecido que acaba de encontrar em um bar, o galanteador Jacob (Ryan Gosling), que o ajudará a reencontrar a sua identidade nessa nova fase de sua vida.

Glenn Ficara e John Requa, fazem desse filme uma surpresa interessante, apesar do ótimo  roteiro de Dan Fogelman (Carros 2 e Enrolados). Os diretores ajudam somente a compor esse filme humano e que se torna mais engraçado com Steve Carell no papel do quadrado e perdido Cal, um personagem sem rumo e atingido por crise de meia idade existencial.

O filme é um misto de várias coisas, mas primordialmente humano. O problema do protagonista é a base de tudo, mas as subtramas também são interessantes, fazendo no fundo parecer uma espécie de colcha de retalhos, onde a crise do amor não tem idade, e tão somente uma visão diferente das fases da vida, mas com um ponto em comum, ajudará a lutar por esse amor. Steve Carell está perfeito, e além de atuar, assina como produtor do filme. Espera-se, aliás, que seja a primeira de muitas.

As situações engraçadas que vemos na transformação do personagem Cal, é outra coisa genial, e embora às vezes nos encontremos em certos estereótipos, é tudo medido, preciso e por várias vezes engraçado, o que torna um filme inteligente, sem deixar de lado a humanidade até mesmo nas piadas. O filme é basicamente sob a ótica masculina, mas não chega a ser ofensivo ou machista, graças a habilidade dos diretores, que conduzem a trama de forma inteligente até o seu desfecho.

Para completar, temos a competência das atrizes femininas, também perfeitas, Julianne Moore como Emily e talentosa Emma Stone, no papel da engraçadíssima Hannah. Robbie (Jonah Bobo) é o termômetro do filme, a lembrança de que o amor nunca deve ser deixado de lado, por maior que seja a dor. E por final Jacob (Ryan Gosling) é o estereótipo de que o homem tem de ser manipulador, agressivo e voraz, e por vezes até desumano com o sentimento feminino.

A trilha sonora também é interessante e ajuda a criar o clima desejado no filme, que fica a cargo de Nick Urata (O Golpista do Ano, Amor por Contrato).

O filme tem muito mais acertos e poucos erros, e nos mostra que principal é o amor, que por mais louco e estúpido que possa parecer podemos dizer, que sempre há uma luz no fim do túnel, onde sempre podemos encontrar boas surpresas, seja no amor, ou nesse filme ótimo filme.

Avaliação Desp: Confortável

Amor A Toda Prova (Crazy, Stupid, Love)
EUA, 2011 – 118 min.
Direção: Glenn Ficara e John Requa
Steve Carell, Julianne Moore, Emma Stone, John Bobo, Ryan Gosling, Marisa Tomei e Kevin Bacon

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