Quando vou assistir a um filme tento deixar para fora da sala de cinema qualquer opinião prévia. Isso proporcionaluma crítica mais imparcial e me permite analisar o filme com uma obra independente. Mas quando fui convidado para uma sessão de “Enterrado Vivo” admito ter ficado um tanto quanto receoso. E sinceramente? Como é bom ser surpreendido.
Ryan Reynolds (“A proposta”, “Lanterna Verde”) é Paul Conroy, um motorista contratado por uma empresa americana para executar um serviço no Iraque. Após um ataque ao seu comboio, Conroy acorda dentro de um caixão sem saber exatamente o motivo de estar ali. Suas únicas ferramentas são um telefone celular e um isqueiro, deixados pelo próprio sequestrador. A partir daí ele tem duas horas para tentar entender o que aconteceu e, evidentemente, salvar a sua vida.
Se ao ler a sinopse acima você imaginou que, embora a trama principal se foque no enclausuramento do protagonista, mas que temos algumas tomadas externas, esqueça. O filme é todo rodado dentro do caixão. Expondo assim pode parecer estranho, mas é incrível como o roteirista Chris Sparling consegue desenvolver todo o arco dramático do personagem de forma consistente utilizando apenas conversas ao telefone. Aqui devemos destacar o excelente trabalho de Ryan Reynolds, que consegue transmitir todo o desespero e angustia do personagem, além de criar um vinculo de empatia com o espectador com poucos minutos de exibição.
Além dos acertos já citados, o principal responsável pela qualidade do filme é o diretor Rodrigo Cortés, que mesmo com um orçamento baixo e uma única locação, consegue prender a atenção do espectador até o minuto final da película sem soar cansativo ou repetitivo. A questão do enclausuramente é transmitida ao espectador com enorme verossimilhança e, para se ter uma ideia do que estou falando, nos primeiros cinco ou dez minutos de filme cheguei a me questionar se aguentaria até o final da película com aquela sensação estranha de estar na pele do protagonista. Se isso não for ‘sentir-se dentro do filme’, não tenho uma definição melhor. E tudo isso sem o auxilio da tecnologia em três dimensões. É a magia do cinema, pura e simples.
“Enterrado Vivo” é uma bela obra cinematográfica e um dos melhores suspenses de 2010. Embora a história e os motivos de o protagonista ter sido colocado naquela situação improvável sejam pouco elaborados, há compensação no roteiro, atuação de Reynolds e na direção de Cortés. Em uma época em que os efeitos especiais ditam as regras das produções cinematográficas, é bom ter a oportunidade de assistir a um filme que se utiliza de poucos recursos e uma boa ideia. Assista, sem receio. Você também pode ser surpreendido.
Avalição DesP: Muito Confortável
Enterrado Vivo (Buried)
Espanha / EUA / França , 2010
Direção de Rodrigo Cortés
Ryan Reynolds
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O único mérito real desse filme é a coragem e originalidade da idéia, no entanto uma idéia original não é necessariamente uma boa idéia.
A história não tem um propósito, o vilão não é vilão e o mocinho não é mocinho, é um cara comum que não tem nenhuma qualidade especial nem um grande drama para resolver( além do confinamento, é claro}. E o ponto principal é exatamente esse, o único problema que o protagonista tem para resolver ele não tem como fazê-lo pois está confinado, ou seja a única celeuma imposta à trama não pode ser selecionada pelo único personagem que aparece fisicamente no filme, mas sim por outros personagens que pouco interesse tem em solucionar a questão. Além do que, por mais que choque as pessoas, governo de país nenhum sairia pagando resgates milionários para sequestradores.
O filme se resume a uma história simploria onde a única dúvida é se Ryan Reynolds vai ou não conseguir sair do caixão. Cheio de falhas no fraco roteiro, como por exemplo um isqueiro tipo Zippo no qual o fluído dura horas, quando se sabe que o fluído utilizado por esses isqueiro não queima mais que dez minutos interruptos, uma cobra que de repente aparece dentro do caixão, ainda mais dentro da calça do personagem e para piorar sai do caixão cavando a terra, o oxigênio que num espaço daquele tamnho, e com isqueiro queimando continuamente, não duraria uma hora, lá dura mais de duas, além da questão de Mark White, (fundamental no desfecho).
Levando-se em consideração que Mark encontrava-se sequestrado e não salvo, contrariando o que o policial disse a Paul, como foi identificado em segundos na hora do desfecho final? Filmes dessa natureza já foram melhor explorados como no caso de “Por um fio”, onde o drama passado pelo protagonista vai muito além das ameaças de morte, o vilão pretende que ele assuma seus erros para esposa, amigos e para ele mesmo, a trama é muito mais complexa. Em “Enterrado vivo” a sensação que se tem é que a história poderia ser contada para um amigo em dois minutos, com riqueza de detalhes. Como disse no início, o ponto alto é a originalidade e a coragem para produzir um filme passado completamente dentro de um caixão, fora isso não se tem grandes atrativos.
As pessoas tem que acabar com essa cultura de “pseudointelectuais” de que filme bom acaba mal, ou que se você sair insatisfeito do cinema é porque não entendeu o filme. Se uma piada não fizer você rir não quer dizer que você não a entendeu, ela pode apenas ser “RUIM”. Assistam e tirem suas conclusões. Para mim ficou devendo.
Postado por Osnir Lima | 6 de janeiro de 2011, 9:03Bom comentario Osnir, expos e realmente o roteiro tem falhas, mas sinceramente temos de dar graças a essas experiencias, a esses tipos de filmes, ainda mais com a excasses de ideias.
Claro o roteiro tem mesmo suas falhas, mas como experiencia, e em demonstrar a qualidade do diretor, que com pouco dinheiro, consegue desenvolver algo interessante nesse filme, e esse ao meu ver é o atrativo do filme..
Mas valeu ai pelo comentario, e claro, o filme é controverso, e trará mesmo inumeras ideias,, e isso que é bom
Postado por Marcio Escudeiro | 7 de janeiro de 2011, 2:47Concordo com o usuário – Osnir Lima – em gênero, número e grau. É o típico filme que os CRÍTICOS ADORAM!!! Mas por ser diferente, e não a mesma coisa de sempre. Mas ser diferente, nesse caso, não quer dizer que seja BOM, e sim RUIM! Após assistir 127 horas, esse tipo de filme, esse em especial, é uma sessão da tarde, de um dia ruim, chuvoso, você em casa sem fazer NADA, completamente NADA, pode talvez pensar em assistir. Roteiro fraco, melancólico, é o mínimo que posso fazer. Mas sinceramente, filme medíocre. Repito: filme que os críticos ADORAM, e nada mais. Pesquisando na net vi: Ganhador dos prêmios Goya 2011(hã?) de melhor roteiro original, melhor edição, e melhor som. Concordo plenamente. Mas uma ideia original não quer dizer que seja boa e nesse caso é RUIM. Procurem na wikipedia inglesa e sites de crítica internacionais: os CRÍTICOS ADORAM!!! MAS os espectadores ODEIAM!!! Quer um filme de roteiro original, ganhador de oscar? Assista Gênio Indomável (Good Will Hunting). Esse vale a pena! O nível atual de filmes está muito baixo…
Postado por Ibiapino | 22 de fevereiro de 2011, 10:08Acredito que todas as pessoas que criticaram o filme(e isso é um direito pois um filme pode ser ruim pra você e bom pra mim ou vice-versa)ou não entenderam o filme ou são apenas fãs de megas produções como “TITANIC”, “AVATAR”,ETC. Quem tem um mínimo de bom senso mesmo que não goste desse tipo de filme feito com poucos recursos tem que dar sim, o braço a torcer diante de uma GRANDE sim eu repito GRANDE produção onde inconscientemente o expectador está também preso a um caixão abaixo do solo. INTELIGENTÍSSIMO sim , CLAUSTROFÓBICO sim, IMPACTANTE sim, o roteiro, ao contrário do que disseram pra mim foi o ponto forte do filme onde todo o restante também não ficou nada a dever.
COM CERTEZA OS CRÍTICOS DESSE FILME VÃO PREFERIR VER RYAN INTERPRETANDO O LANTERNA VERDE E AÍ SIM AS CRÍTICAS SERÃO TODAS POSITIVAS POIS PRA ALGUNS CINEMA É ISSO: MUITA IMAGEM, MUITA POMPA, MAS POUCO CONTEÚDO…
Postado por WAGNER CARVALHO | 3 de abril de 2011, 22:17